Projeto Social ensina BrOffice.org à crianças carentes em Penápolis - SP

Cerca de 50 crianças atendidas pelo projeto 'Beija-Flor' do SOS (Serviço de Obras Sociais) de Penápolis, situada a 480Km de São Paulo aprendem informática gratuitamente por meio de uma parceria com o programa de inclusão digital Acessa São Paulo , do governo do estado. O objetivo principal é ensinar informática básica para a criançada.

O curso tem duração média de três meses, e é dividido em tópicos diversos, não só sobre como se trabalhar com as ferramentas que os computadores dispõem, mas também abrange temas como a computação nos dias de hoje e a história do computador.

O fato mais importante é que, no primeiro contato das crianças com computador, elas já são apresentadas ao software livre, através do pacote de escritório BrOffice.org. Elas aprenderão a montar planilhas eletrônicas no Calc, a escrever suas cartinhas no Writer, e a desenhar no Draw.

Dessa forma, no futuro, sem dúvidas ficará muito mais fácil a sociedade se libertar do monopólio da indústria de software proprietário e de seus preços abusivos, que contribuem para levar um homem ao topo da lista de pessoas mais ricas do mundo, por treze anos consecutivos!

Muitas pessoas hoje preferem ter em casa um software proprietário não-original, à migrar para o software livre, justamente porque anteriormente, tudo o que lhe foi ensinado a respeito de informática era focalizado no software proprietário. Então, o contato dessas pessoas com o software livre só se dará caso a empresa em que elas trabalham optar pela migração. Nesse caso, essa migração poderá ser muito traumática, se não ocorrer um treinamento eficiente, e a bronca dessa pessoa em relação ao software livre será muito maior.

Isso aconteceu comigo, em uma empresa em que trabalhei no passado. Tinhamos um arquivo com inúmeras planilhas do Excel, com dados de formulações, custos, controles de produção, e num belo dia o Gerente de TI passa em minha sala, simplesmente desinstala o MSOffice e instala o OpenOffice.org 1.1x. “Se virem!”, foram as únicas palavras de treinamento que tivemos. Não conseguiamos montar uma tabela descente no programa, e tivemos que reconfigurar todo o nosso arquivo, o que levou semanas. Só consegui vencer meu trauma depois do lançamento do BrOffice.org 2.0.

É louvável que projetos sociais como o “Beija-flor” se preocupe dessa forma com o futuro de nossa sociedade, no que diz respeito à tecnologia e à informática. As crianças de hoje precisam saber que existe opção além daquilo que seu pais e seus colegas conhecem, ou do que elas assistem na televisão. E em muitos casos, opções melhores e mais seguras, que vão lhes assegurar um aprendizado que lhes dê liberdade de se trabalhar com as ferramentas que escolherem e considerarem melhor pra si.

Como Edson Marques já dizia em seu poema "Mude": “Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as”.

Leia a reportagem completa sobre o projeto Beija-Flor. Basta fazer um breve – e gratuito – cadastro na página da Folha da Região.

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